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CARTAS DE CORTÉS - PARTE XV

Cortés e Montezuma Dizem aos Mexicanos Para Obedecerem o Império Espanhol



Após colocar Montezuma sob prisão domiciliar, o Imperador Asteca foi ao palácio de Cacamazin, um príncipe asteca e o colocou sob prisão domiciliar.



Tendo aconselhado Montezuma, eu conferi o governo desta província a seu filho chamado Cucuzcasin, em nome de Vossa Majestade; E eu direcionei todas as comunidades e senhores desta província a obedecê-lo como seu senhor, até que sua majestade ordenasse o contrário. Adequadamente, do momento que o reconheceram como seu soberano, da mesma forma que conheceram Cacazamin; E ele ainda obedecerá todos os comandos que eu impus a ele em nome de Vossa Majeatade.


Poucos dias após a prisão de Cacamazin, Montezuma chamou todos os governadores das cidades e estados vizinhos, os reúne e ele envia um convite a eles; Com minha chegada, ele se direciona a todos:


"Meus irmãos e amigos, sabem que por um longo período vocês, seus pais e seus ancestrais foram vassalos de meus predecessores e de mim mesmo, e todos sempre foram bem tratados e honrados. Vocês também fizeram de tudo e foram vassalos leais com seus senhores; E ainda acredito que ouviram de seus ancestrais, que eles não eram os nativos desta terra, mas vieram para ela de uma grande distancia, conduzidos por um soberano cujo todos n[os éramos seus vassalos; Ele nos deixou e após um considerável tempo retornou, e encontrou nossos ancestrais em vários números e bem estabelecidos nesta terra, tendo se casado com as mulheres da terra, com quem tiveram muitos filhos. Nesta história eles vacilaram em retornar para ele, ou como conhecê-lo como seu soberano; Assim sendo, ele retornou de onde veio, falando que retornariam, ou enviariam uma grande força de submissão. Vocês sabem que sempre o procuramos e de acordo com que este capitão nos disse de um rei e senhor, que lhe enviou e considerando a direção que diz ter vindo que veio, eu tenho certeza, e vocês deveriam partilhar dela, que é o soberano, assim como ele nos disse, que já tinha certo conhecimento de nós. Desde que nossos predecessores não ofereceram nossos serviços ao soberano e senhor, vamos fazer nosso dever; E deixe nos render a gratidão dos deuses, que ele, de forma tão esperada, veio nos nossos dias. Eu devo, portanto, implorar, desde que é conhecimento de vocês, que a partir de agora, ao invés de ignorarem o soberano, vocês o reconheçam e obedeçam ao grande rei, pois ele é nosso líder natural e recebam este capitão em seu lugar; E todos os tributos e serviços pagos até o momento que passaram a mim, vocês enviarão seus rendimentos a ele, assim como eu contribuirei e cederei tudo o que ele quiser de mim; E portanto, além de fazerem seus deveres, vocês estarão me deixando grato e satisfeito."


Tudo que ele disse fora com lágrimas e suspiros que um homem poderia exibir; E assim todos os príncipes que estavam presentes também choraram e por um longo tempo eles não foram capazes de responder. Eu asseguro a sua sagrada Majestade que não houve um espanhol que ouviu o discurso, que não sentiu uma grande compaixão. Após o breve abatimento, eles perguntaram e o reconheceram como seu soberano e comprometeram-se ao comando; Nesta consideração, assim como as razões por ele assinadas, eles agiram da forma como ele queria; E de agora em diante e para sempre, eles se declararam vassalos de Vossa Majestade e cada um deles, me prometeram, a fazer e a cumprir tudo o que foram comandado por Vossa Majestade e se tornarem vassalos bons e leais; e para ajudar e contribuir nos serviços feitos a Montezuma, e seus deveres juntos podem ser requeridos de todos em nome de Sua Majestade. Tudo se passou na presença de notoriedade pública e foi confirmada em um ato formal; Bem como por uma testemunha de vários condados de que eu pedi para que estivessem presentes.


Hernán Cortés, Segunda Carta, Páginas 104-107




Fonte: American Historical Association.

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