top of page

CARTAS DE CORTÉS - PARTE X

Cortés Encontra os Cholulanos


A próxima manhã o povo veio da cidade para me receber na estrada, com muitos tambores e tímpanos, um grande número de sacerdotes vestidos em suas roupas costumeiras, cantando como eles costumam fazer em seus templos. Neste jeito solene eles nos escoltaram para a cidade e nos providenciaram excelentes instalações, da qual todo o meu povo estava confortavelmente alocado. Eles ainda nos deram mantimentos e provisões, apesar de não muito abundantes. Na estrada nós caímos em várias marcas que foram avisadas pelos Tlaxcaltecas; Nós encontramos a estrada real bloqueada e uma nova feita, aberta e com vários buracos e valas, apesar de não muitas, várias ruas da cidade estavam obstruídas e muitas pilhas de pedra no topo das casas. Estas coisas nos colocou ainda mais em guarda e nos deixou exercitar nossa cautela. Eu me encontrei com vários emissários de Montezuma, que vieram conferir quem estava comigo; Eles disseram que só vieram averiguar coisas que outros haviam concordado anteriormente, nas ordens de que retornariam e se reportariam a seu mestre. Eles portanto partiram, após reunirem com seus conterrâneos e o principal dentre eles que estava comigo retornou ao mesmo tempo que os outros. Durante os três dias que fiquei lá, eles proveram muito pouco de nossas necessidades e a cada dia menos que o outro anterior; Os nobres e os principais homens da cidade raramente vinham falar comigo. Perplexa com o tratamento, a intérprete mulher (Malinche) que eu tinha, que era uma nativa deste país, onde eu a consegui em Putunchán do Rio Grande (eu havia mencionado-a em meu despacho anterior), foi informada por outra mulher, também nativa, que uma grande força de Montezuma estava próxima a cidade e que os habitantes retiraram suas mulheres, filhos e roupas, pois um ataque estava sendo arquitetado que poderia nos destruir a todos; Se ela queria salvar-se, ela deveria ir com esta informante, assim esta a protegeria. Minha intérprete disse isto a Gerónimo de Aguilar, outro intérprete, que eu obtive em Yucatán, a quem eu já escrevi para Sua Majestade, e ele me deu esta informação; Quando eu capturei um dos nativos e o levei para nossos aposentos, para que ninguém me visse, e o interroguei acerca dos fatos, este homem confirmou tudo que as mulheres indianas e os nativos Tlaxcala constataram. Julgando por estas informações, assim como todos os sinais que eu observei, eu então determinado a antecipar seus movimentos, com o objetivo de evitar ser pego de surpresa; Enviei uma mensagem aos nobres da cidade, falando que queria conversar com estes e os tranquei em uma sala. Ao mesmo tempo, ordenei ao nosso povo estar alerta e com as armas prontas, pois os ordenei, que assim que um tiro fosse o sinal, atacarem a multidão de indígenas que estavam próximos de nossos aposentos, muitos dos quais haviam inclusive entrado nos aposentos. Após eu terminar com os nobres, eu os deixei bem seguros e montado em um cavalo, eu causei o sinal da arma disparada e nós iniciamos a execução que em torno de duas horas, mais de trezentos inimigos pereceram.


Hernán Cortés, Segunda Carta, Páginas 68-69.


Fonte: American Historical Association.


11 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Comentarios


bottom of page