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CARTAS DE CORTÉS - PARTE I

Atualizado: 14 de mai. de 2019

Encontrar documentos antigos realmente é um trabalho extremamente difícil. Mesmo com a internet e todas as tecnologias possíveis, ter acesso a alguns documentos realmente não são fáceis. Entretanto, há pessoas dispostas a diminuir esta grande distancia entre o homem, o conhecimento e os documentos históricos.


O História e Combate Medieval, graças a estas pessoas comprometidas com a história, conseguiu ter acesso a parte que está legível e disponível para os estudos das castas do conquistador espanhol Hernán Cortés ao Sacro Imperador Romano Germânico e Espanhol Carlos V, da dinastia dos Habsburgos. Faremos um especial com as cartas do conquistador.


Antes de começarmos, ressalto ao leitor que em momento algum aqui discutiremos a personalidade tanto das figuras históricas, julgaremos o momento histórico. Caso entendamos por necessário, terão comentários do escritor no final da carta de Cortés, acerca de alguns aspectos históricos para clarear o leitor dentro do momento histórico abordado.


Capa do Compilado de Cartas de Cortés

Cortés Descreve o País


Este país, com seus fortes príncipes, que estão agora em nome de Vossas Majestades, tinham cinquenta ligas de costa de um lado a outro desta cidade, o litoral era baixo e com muitas colinas de areia, algumas das quais tem duas ligas ou mais de extensão. O país encontra-se depois destas colinas, em terreno elevado, com muitas planícies férteis, algumas com bancos de rios belos, que não encontraríamos algo melhor na Espanha. Eles tem uma visão grata de quando produzem, pois tudo que planta é semeado, tudo bem mantido ordenadamente com caminhadas e instalações que cuidam de todo tipo de animais pastando. Existe todo tipo de jogo neste país, e animais, e aves, outros tão familiares para nós - cervos, gamos, lobos, raposas, codornas, pombos e pombas, e dois ou três tipos de coelhos - Não existe diferença entre este país e a Espanha no que me lembre em aves e animais: Existem leões e tigre......


O povo que habita este país, da Ilha de Cozumel, e do Cabo de Yucatán, lugar onde estamos agora, são pessoas de estatura média, com corpos e características bem proporcionais, exceto que cada província tem seus próprios costumes, alguns com brincos nas orelhas, colocando grandes e feios objetos neles, outros colocando brincos nas narinas e abaixo da boca, e colocando grandes pedras redondas como espelhos e outros perfuram os lábios abaixo até as gengivas, com grandes pedras redondas e até pedaço de ouro, tão pesados que seus lábios chegam a cair, fazendo parecer bastante deformado. A roupa que vestem parecem grandes véus, trabalhado de forma bastante curiosa. Os homens vestem tangas e, seus corpos e uma grande manta, bem fina, e pintadas no estilo mouro de cortinas. As mulheres vestem-se de uma forma ordinária, com vestidos até os pés, e roupas bastante pintadas, algumas cobrindo os seios e deixando o resto do corpo descoberto. As mulheres superiores, entretanto, vestem camisas bem finas de algodão, trabalhadas no estilo de rochets. Sua comida é milho e grãos, assim como em outras ilhas, e potuyuca, assim como eles comem na Ilha de Cuba, alguns comem de forma grelhada, desde que não façam pão com isso; Eles têm seus pescadores, caçadores e eles assam bastante as galinhas, como aqueles de Tierra Firma, das quais são tão grandes como pavões.


Existem algumas cidades grandes e bem apresentáveis, com suas casas feitas de pedra e argamassa, quando os nativos têm acesso a isso.


- Hernán Cortés, Primeira Carta, Parte I.





Importante e curioso tomar nota de algumas considerações: No primeiro parágrafo, os espanhóis citam leões e tigres. Estes animais não são nativos do México. Podemos estar diante de espécies de felinos grandes nativos do México como o Jaguar e o Puma, que aos olhos dos conquistadores, seriam como os animais que eles estão acostumados.


Parte da carta se refere aos aspectos geográficos e físicos do México, que terão outras notas com o passar do tempo. Interessante notar alguns aspectos quando Cortés compara a América com a Espanha.


Por fim, o curioso caso das "galinhas", os espanhóis poderiam estar se referindo aos perus, que são similares as galinhas, mas maiores. Seria um caso análogo ao do leão. Quanto as casas, neste exato momento citado, os espanhóis referiam-se as casas nobres do local onde se encontravam.


Fonte: American Historical Association.

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